2025-02-20
Uso de anticorpos monoclonais em cão e gatos num hospital veterinário – uma nova solução terapêutica na medicina veterinária
Os anticorpos monoclonais são proteínas produzidas em laboratório que têm a capacidade de se ligar a alvos específicos, como células cancerígenas ou moléculas inflamatórias. Essa capacidade de direcionamento torna-os uma ferramenta promissora no tratamento de diversas doenças em cães e gatos.
Anticorpos são proteínas produzidas no nosso organismo que ajudam o sistema imunológico a combater vírus, bactérias, processos inflamatórios e o cancro através do reconhecimento de antígenos. A produção em laboratório de anticorpos monoclonais, ou seja, específicos para uma única região do antígeno dá ao seu médico veterinário uma nova “arma” terapêutica, como que um “enorme exército” de anticorpos capazes de travar a batalha contra a doença para os quais foram criados e programados. O uso destas terapias são dispendiosas, mas muito efetivas e com resultados clínicos muito bons em diferentes serviços veterinários e consultas e especialidades

Figura 1 - Anticorpos monoclonais são proteínas produzidas em laboratório que têm a capacidade de se ligar a alvos específicos, como células cancerígenas ou moléculas inflamatórias. Os anticorpos monoclonais estão a modificar completamente a medicina e medicina veterinária; são tratamentos muito específicos e resultam do avanço da biotecnologia que permitiu a criação de substâncias que conseguem interagir com apenas uma região do invasor ou dos tumores.

Figura 2 – A artrite em cães e gatos é responsável por uma inflamação numa ou mais articulações, sendo uma causa frequente da limitação da mobilidade dos nossos animais de estimação. Os anticorpos monoclonais poem modular o sistema imunológico, reduzindo a inflamação e os seus sintomas.
A Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador do medicamento nos USA e Veterinários tem relatado efeitos adversos do bedinvetmab injectável, um medicamento com anticorpo monoclonal utilizado para o controlo da dor associada à osteoartrite em cães. Isto levou a FDA a realizar uma avaliação. Os eventos adversos identificados e revistos para Librela incluem sinais neurológicos, como ataxia, convulsões, paresia e decúbito. Outros sinais clínicos incluem incontinência urinária, sede excessiva e micção frequente. Em alguns casos, a morte, incluindo a eutanásia, foi notificada como resultado.

Figura 3 – O uso de medicamentos veterinários com anticorpos monoclonais deve ser sempre avaliado e prescrito por um médico veterinário depois de avaliado o quadro clínico particular do animal e pesadas as suas vantagem versus potenciais complicações destas terapias.
Sim – como todos o medicamentos podem ser observados efeitos secundários. Contudo em comparação com a terapias clássicas, os anticorpos monoclonais geralmente causam menos efeitos secundários.
Em resumos, é fundamental salientar que o uso de anticorpos monoclonais deve ser sempre avaliado e prescrito por um médico veterinário qualificado, levando em consideração o quadro clínico específico do animal. O seu médico veterinário deverá ser capaz de explicar as vantagem e possíveis complicações destas terapias
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