Leishmaniose

 
Flebótomo e a Leishmaniose

Flebótomo e a Leishmaniose

2023-10-06

O Flebótomo é um insecto muito semelhante, visualmente, ao mosquito, que atua como transmissor do parasita da Leishmaniose e necessita de condições geográficas/ climatéricas apropriadas para a sua multiplicação.

A incidência tem estado a aumentar. Os dois mapas abaixo mostram a progressão da doença entre 2018 e 2022. No distrito do Porto, anteriormente não estava reportado o valor da incidência, sendo em 2022 reportado um valor de 9,2%. 

Agora, o que é a Leishmaniose?

É uma Zoonose (doença que pode ser transmitida do animal para o ser humano) que afecta, sobretudo, os cães. Esta é causada por um parasita, transmitido pelo Flebótomo, que invade diversos órgãos, causando lesões de diferentes gravidades, e podendo, ainda, causar a morte do animal.

Os sintomas mais comuns nos cães são: aumento dos gânglios linfáticos, crescimento exagerado das unhas, perda de pelo, úlceras e descamação da pele (principalmente na zona das orelhas e à volta dos olhos), emagrecimento súbito, atrofia muscular, sangramento nasal, anemia, alterações dos rins, fígado e articulações, entre outros.


Para se efetuar o diagnóstico desta patologia realiza-se uma análise ao sangue do animal. O tratamento é complicado e pode nunca conduzir a uma cura efectiva, por isso o ideal é sempre prevenir.


De forma a evitar que o seu companheiro contraia esta doença, deve colocar um desparasitante externo (em forma de coleira ou pipeta) com a indicação de que é realmente repelente para o Flebótomo (pois nem todos o são).

Além do desparasitante, em Portugal, existem vacinas contra a leishmaniose canina. Pode e deve aconselhar-se com o seu Médico Veterinário. A prevenção é fundamental para reduzir o número de casos de leishmaniose nos animais e para evitar o risco para os humanos. Sabemos que a prevalência de animais doentes tem aumentado muito, segundo um estudo recente em 10 anos o número duplicou só na região de Lisboa. 

Estima-se que, em Portugal, existam 110 mil cães infectados com a Leishmaniose, embora muitos não manifestem qualquer sintoma.

Portanto, se pretende deslocar-se para uma zona de maior incidência desta doença, proteja o seu companheiro.

Em caso de dúvidas, contacte-nos!

FAQs

Tenho um cão doente com leishmaniose, que cuidados devo ter? 

Deve cumprir rigorosamente o tratamento recomendado pelo Médico Veterinário e é extremamente importante continuar a prevenir as picadas do mosquito utilizando inseticidas com efeito repelente sob a forma de coleiras, de pulverização ou de spot-on. 

A leishmaniose canina é uma doença de carácter crónico e o tratamento nem sempre é eficaz, havendo a necessidade de controlos médicos regulares.

 

Como é que o meu cão se infecta com a Leishmania? 

O parasita é transmitido aos cães e ao Homem, pela picada de mosquitos flebótomos fêmeas das espécies Phlebotomus perniciosus e P. ariasi. Estes pequenos insetos de cor amarela clara vivem preferencialmente em zonas húmidas, perto de rios, nos refúgios de animais, habitações, caixotes de lixo, jardins, matas, etc. e alimentam-se, preferencialmente, ao final do dia.

Os cães que vivem sempre no exterior ou na maior parte do tempo fora de casa, os cães de raças exóticas, os cães de pêlo curto e os animais com idade igual ou superior a 2 anos correm maior risco de ser infectados

 

Posso apanhar leishmaniose ao contactar com o meu cão?

O parasita é fundamentalmente transmitido pela picada do inseto flebótomo. O risco de contrair Leishmaniose é pequeno nos humanos com um sistema imunológico saudável. No Homem, quando o tratamento é feito corretamente, a percentagem de cura é acima dos 95%. A Leishmaniose humana ocorre, principalmente, nas populações que vivem em áreas rurais e suburbanas ou em indivíduos com um sistema imunológico deficiente.

O preço desta vacina é de 66,11€ e marcada online tem um desconto de 10%, ficando assim por 60€. Faça aqui o seu agendamento da consulta para a vacinação com 10% de desconto online (29,25€) e paga os restantes 31,75€  no dia da visita.