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Coccidiose em coelhos: uma causa frequente da consulta veterinária

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Coccidiose em coelhos: uma causa frequente da consulta veterinária

Coccidiose em coelhos: uma causa frequente da consulta veterinária

2025-05-06

Em coelhos, pequenos desequilíbrios podem conduzir a situações que requerem os serviços veterinários e consultas de especialidades, nomeadamente de consulta de especialidade em medicina de exóticos. O tratamento destes casos passa principalmente pela prevenção contudo alguns casos pode ser muito graves e requerem a hospitalização veterinária para estabilização do quadro clínico.
A coccidiose é uma das doenças mais comuns em Coelhos (lagomorfos). Representa uma ameaça à saúde e, em casos graves, à vida de coelhos domésticos e de exploração. Trata-se de uma doença parasitária causada pela transmissão de oocistos de protozoários pertencentes à família Coccidae. Entre eles, os mais importantes são os do género Eimeria.


Quais os tipos de coccidiose?

Existem dois tipos de coccidiose, como  a:
Coccidiose hepática que afeta mais o fígado do coelho e é provocada pela Eimeria stiedae
Coccidiose intestinal que afeta mais componente intestinal dos coelhos e é provocada pelas Eimeria magna, Eimeria media, Eimeria perforans e Eimeria irresidua.
Cada espécie de coccídio apresenta especificidade em relação aos tecidos e órgãos que afeta, além de diferenças no tamanho dos oocistos e na duração do ciclo de desenvolvimento.

Quais são as formas principais de contágio?

A principal forma de transmissão deste parasita é pelo contacto com fezes infetadas com oocistos esportulados. Os solos são os primeiros a serem contaminados e, de seguida reservatórios de água ou alimentos que estejam em contacto, contribuindo para a infeção de novos hospedeiros.

Quais são os fatores predisponentes à doença?

Imunossupressão, que pode ser provocada por stress (mudança de ambiente ou de cuidador);
Desequilíbrio na flora intestinal devido ao uso prolongado de antibióticos;
Alimentação inadequada (excesso de ração concentrada, excesso de açúcares simples, ou insuficiência de fibras).

Coelho com falta de apetite
Figura 1 – A apatia e a falta de apetite podem ser os primeiros sinais de doença em coelhos. Esses sinais podem evoluir para outros sinais mais ou menos complexos. 


Quais são os principais sintomas:

Os principais sinais de coccidiose no coelho são:
    • Apatia ou, pelo contrário, comportamento nervoso;
    • Falta de apetite, levando à perda de peso;
    • Palidez das mucosas e anemia;
    • Desidratação;
    • Diarreia;
    • Pelo baço e quebradiço;
    • Obstipação ou dificuldade em defecar;
    • Presença de sangue ou muco nas fezes;
    • Nos casos graves de coccidiose intestinal: convulsões e paralisia; na forma hepática: coma;
Ambas os quadros de coccidiose, intestinal ou hepática, se não tratados, podem levar à morte. 

Como é feito do diagnóstico?

O seu médico veterinário poderá chegar ao diagnóstico desta patologia com base na história clínica, nos sintomas clínicos apresentados pelo seu coelho e com o recurso a exame das fezes pelo método de flutuação. Este exame de laboratório pode revelar a presença de oocisto de Eimeria. 


Figura 2 - Oocisto de Eimeria visualizados nas fezes dos coelhos após exame de laboratório pelo método de flutuação


Quais são os principais tratamentos?

O tratamento deve ser visto de uma forma ampla e abrangente. É essencial consultar um veterinário imediatamente. O tratamento pode incluir fluidoterapia, medicamentos para estimular a motilidade intestinal, analgésicos e, em alguns casos, alimentação forçada.

Esta aconselhado ou uso de antibióticos como sulfonamidas potenciadas com trimetoprima, toltrazuril, amprolium, salinomicina e outros coccidiostáticos;trimetoprim com sulfametoxazol/cotrimoxazol, toltrazuril e o uso de prebióticos, probióticos e simbióticos.
No caso mais graves o internamento e fluidoterapia são essenciais para a recuperação do seu patudo. As técnicas gerais de fluidoterapia em cães e gatos são as utilizadas também em coelhos.
A rápida estabilização do quadro digestivo é essencial para a recuperação do coelho pelo que os cuidados de suporte são essenciais. Oferecer feno fresco e água, proporcionar um ambiente calmo e confortável facilitam a recuperação destas patologias.

fluidoterapia coelho
Figura 3 - Se for necessário administrar grandes quantidades de fluidos subcutâneos, a utilização de um cateter borboleta inserido sob a pele entre as omoplatas do coelho proporciona uma administração com menor stress e menor necessidade de contenção. Maiores necessidades de fluidoterapia podem obrigar ao internamento após consulta de urgência e a colocar um cateter intravenoso como é o caso desta figura.
 

Como é feita a prevenção?

A prevenção é multifatorial. A disponibilidade de água e a alimentação adequada são essencial para manter o equilíbrio da microbiota intestinal em coelhos. Por outro lado a higiene dos utensílios (gaiolas, tigelas, caixas sanitárias, etc.) reduzem a fontes de contágio. 
Os exames de fezes preventivos (uma vez por ano, por exemplo, antes da vacinação contra a mixomatose, e após qualquer contacto com outro coelho, especialmente se este estiver doente) e uma forma de prevenir a doença. 
Evitar situações que provoquem stress; fazer quarentena de animais novos que vão ser introduzidos num novo ambiente e separar os animais doentes dos restantes são outras medidas de prevenção.

O que o hospital veterinário ANIMALcare no Porto pode fazer pelo seu coelho que necessita de tratamento

O nosso hospital e veterinários podem auxiliar a identificar a causa da diarreia. O tratamento dependerá da causa subjacente e pode incluir medicamentos como antibióticos, mudanças na dieta, fluidoterapia para garantir que o coelho esteja hidratado, oferecer feno de boa qualidade e evitar alimentos frescos até que o coelho melhore. 
O hospital veterinário ANIMALcare está localizado no Porto e presta serviços 24 horas a animais de companhia no norte de Portugal.