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Pancreatite Canina uma Urgência Veterinária

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Pancreatite Canina uma Urgência Veterinária

Pancreatite Canina uma Urgência Veterinária

2025-07-11

A pancreatite canina (PC) é uma condição séria caracterizada pela inflamação do pâncreas, um órgão vital para a digestão e regulação do açúcar no sangue. Pode ser aguda (súbita e grave) ou crônica (recorrente ou de longa duração), e a sua gravidade varia de leve a potencialmente fatal.

A pancreatite canina é uma urgência veterinária que exige intervenção rápida e serviços veterinários especializados para garantir as melhores hipóteses de recuperação para o seu cão. Se suspeitar que o seu animal de estimação está com pancreatite, procure atendimento veterinário imediato com possibilidades de serviços veterinários de hospitalização 24 horas.

Qual a Incidência Veterinária da Pancreatite Canina

A pancreatite canina (PC) é o distúrbio mais comum do pâncreas exócrino em cães. Embora a causa exata seja frequentemente desconhecida, alguns fatores de risco incluem:

  • Dietas ricas em gordura: A ingestão de alimentos gordurosos é um gatilho comum.
  • Obesidade: Cães com excesso de peso são mais propensos.
  • Raças predispostas: Cães como Schnauzers Miniatura, Cocker Spaniels, Cavalier King Charles Spaniels, Boxers e Border Collies podem ter maior risco.
  • Problemas metabólicos: Níveis elevados de gordura no sangue (hiperlipidemia), doença de Cushing e diabetes mellitus.
  • Trauma abdominal
  • Certos medicamentos: Cortisona e alguns antibióticos.
  • Problemas circulatórios
  • Babesiose

Pancreatite Canina

Figura 1 – A pancreatite canina é uma condição grave caracterizada pela inflamação do pâncreas, um órgão vital para a digestão e regulação do açúcar no sangue.

 

Quais os sinais clínicos mais frequentes

Os sinais de pancreatite em cães podem variar muito em intensidade e tipo, tornando o diagnóstico um desafio. Em casos leves, os sintomas podem ser inespecíficos, enquanto em casos graves, são mais evidentes.
Sinais comuns incluem:

  • Vómitos: Frequentes e, por vezes, intensos.
  • Anorexia/Perda de apetite: O cão pode recusar-se a comer.
  • Letargia: Falta de energia e prostração.
  • Dor abdominal: O cão pode arquear as costas, apresentar sensibilidade ao toque no abdómen ou assumir uma "posição de oração" (patas dianteiras no chão e traseiras levantadas) para aliviar a dor.
  • Diarreia: Pode ser acompanhada de sangue.
  • Desidratação
  • Febre / Aumento da temperatura
  • Icterícia: Coloração amarelada das mucosas e pele (em casos mais graves, com comprometimento hepático).
  • Fraqueza
  • Respiração ofegante: Sem motivo aparente que pode indicar dor.
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Como é que o seu veterinário pode chegar a um diagnóstico

O diagnóstico de pancreatite envolve a combinação da história clínica do animal, exame físico e exames complementares. O diagnóstico veterinário pode ser um desafio, pois os sinais são inespecíficos e podem ser confundidos com outras doenças.

  • Anamnese: Questionário detalhado sobre a dieta do cão, histórico de saúde e sintomas observados pelo tutor.
  • Exame físico: Avaliação do estado geral do animal, grau de desidratação, febre e palpação abdominal para detetar dor.
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  • Exames laboratoriais:

  • Hemograma completo: Pode indicar inflamação.
  • Painel bioquímico: Pode revelar alterações nos eletrólitos, enzimas hepáticas e renais.
  • Lipase pancreática específica canina (cPLI/Spec cPL): É o teste mais sensível e específico para o diagnóstico de pancreatite em cães. Níveis elevados indicam alta probabilidade da doença.
  • Amilase e lipase séricas: Podem estar elevadas, mas são menos específicas do que a cPLI.
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  • Exames de imagem:

  • Ultrassonografia abdominal: Considerada a modalidade de imagem de escolha para avaliar o pâncreas, identificar inflamação, acúmulo de fluido ao redor do órgão e descartar outras condições.
  • Radiografias abdominais: [U1.1]Úteis para descartar outras causas de dor abdominal, como obstrução intestinal ou corpos estranhos, embora sejam insensíveis para o diagnóstico direto da pancreatite.
  • Tomografia Computadorizada (TC): Pode ser utilizada em casos mais complexos para uma avaliação mais detalhada do pâncreas e detecção de complicações.
  • Biópsia pancreática: É o método definitivo para confirmar a pancreatite, especialmente em casos crónicos, mas é um procedimento invasivo.

Sintomas da Pancreatite_ANIMALcare Hospital Veterinário

Figura 2 – Sinais clínicos de pancreatite em cães. Quando um cão tem uma crise de pancreatite, pode assumir uma posição semelhante à “um arco", com o traseiro para cima e as patas dianteiras e a cabeça mais próximas do chão. As suas costas podem parecer mais curvadas, em vez de direitas. Em paralelo o cão pode estar letárgico e/ou deprimido e provavelmente não se interessará pela comida. Pode também observar sintomas físicos, como diarreia ou vómitos.

 

Tratamento veterinário da pancreatite canina

O tratamento da pancreatite canina é principalmente de suporte, visando aliviar os sintomas, controlar a inflamação e prevenir complicações. A abordagem é personalizada de acordo com a gravidade do quadro.

  • Fluidoterapia intravenosa (IV): Essencial para corrigir a desidratação, manter a perfusão dos órgãos e restabelecer o equilíbrio eletrolítico.
  • Controlo da dor: Administração de analgésicos para aliviar a dor abdominal, que pode ser intensa.
  • Antieméticos: Para controlar os vómitos e a náusea, permitindo a reintrodução gradual da alimentação.
  • Suporte nutricional: Ao contrário do que se pensava, o jejum prolongado não é recomendado. A nutrição entérica precoce (através da boca ou sonda de alimentação) é preferível para manter a função gastrointestinal e reduzir complicações.
  • Dietas de baixa gordura são cruciais durante e após o tratamento para reduzir a carga sobre o pâncreas.
  • Antibióticos: Podem ser usados se houver suspeita de infeções bacterianas secundárias, embora não sejam rotineiramente indicados para todos os casos.
  • Monitorização: Acompanhamento contínuo dos sinais vitais, hidratação e resultados de exames laboratoriais.
  • Tratamento de complicações: Abordagem de problemas como insuficiência renal, hepática ou diabetes mellitus que podem surgir em casos graves. Em situações específicas, pode ser necessária cirurgia para abscessos pancreáticos ou obstruções.
  • Novos tratamentos: Mais recentemente, a atuação na cascata inflamatória ganhou interesse e o primeiro agente terapêutico específico para o tratamento da PA, o fuzapladib sódico, demonstrou ter uma expectativa razoável num estudo piloto. Este medicamento foi licenciado para o tratamento de PA em cães no Japão e condicionalmente nos EUA.

Panoquell

Figura 3 – O tratamento da pancreatite canina deve combinar diferentes medicamentos mais genéricos. O Fuzapladib é o primeiro e único medicamento aprovado condicionalmente pela FDA nos USA para o tratamento dos sintomas associados ao início agudo da pancreatite canina.

 

Qual o prognóstico da pancreatite canina?

O prognóstico da pancreatite canina depende diretamente da gravidade da doença e da rapidez com que o tratamento é iniciado.

  1. Pancreatite leve: O prognóstico é geralmente bom, com a maioria dos cães a recuperar completamente com tratamento adequado. No entanto, mesmo uma pancreatite leve pode evoluir para uma forma grave se não for tratada.

  2. Pancreatite grave: O prognóstico é mais reservado, e a doença pode ser fatal devido a complicações sistémicas como choque, falência de múltiplos órgãos, coagulação intravascular disseminada (CIVD) ou trombose. A recuperação pode ser prolongada e exigir cuidados intensivos.

  3. Pancreatite crônica: Exige maneio contínuo, incluindo monitorização veterinária regular e uma dieta rigorosa de baixa gordura para evitar recaídas e garantir a qualidade de vida do animal.

O tratamento precoce e agressivo, idealmente dentro de 48 horas após o início dos sintomas, aumenta significativamente as possibilidades de recuperação e reduz a ocorrência de complicações graves.

 

O Que o Hospital Veterinário ANIMALcare pode fazer

Um hospital veterinário ANIMALcare pode desempenhar um papel fundamental no diagnóstico e tratamento da pancreatite canina, oferecendo uma abordagem completa e especializada:
Exames diagnósticos avançados: Realização de exames de sangue, ultrassonografia abdominal, radiografias e, se necessário recorrer a outros exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética.
Internamento e cuidados intensivos: Para casos mais graves, o internamento é essencial para a administração de fluidoterapia intravenosa contínua, medicação injetável (analgésicos, antieméticos), monitorização constante de sinais vitais, eletrólitos e função orgânica.
Suporte nutricional especializado: Implementação de nutrição entérica por sonda, se o cão não conseguir comer voluntariamente, com dietas específicas de baixa gordura.
Controlo da dor: Controlo eficaz da dor através da administração de diferentes classes de analgésicos para garantir o conforto do animal.
Prevenção e tratamento de complicações: A equipa veterinária está preparada para identificar e tratar precocemente complicações como choque, falência de órgãos, problemas de coagulação e diabetes.
Acompanhamento e monitorização: Realização de exames de acompanhamento para avaliar a resposta ao tratamento e ajustar a terapia conforme necessário.
Orientação ao tutor: Fornecimento de informações detalhadas sobre a doença, o plano de tratamento, cuidados pós-alta (incluindo dieta e medicação em casa) e prognóstico, além de estratégias para prevenção de recorrências.

Não se esqueça, a pancreatite canina é uma emergência veterinária que exige intervenção rápida e cuidados especializados para garantir a melhor recuperação para o seu cão. O Hospital Veterinário ANIMALcare, no Porto, através dos seus serviços veterinários e com urgências veterinárias 24h está 365 dias por ano ao seu dispor para qualquer necessidade.