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O que fazer no primeiro ano de vida do meu animal de estimação?

O que fazer no primeiro ano de vida do meu animal de estimação?

2021-02-01

 

Quando recebemos no nosso lar um animal pouco ou nada sabemos sobre ele e toda a informação é importante para a consulta médico veterinária (se come, bebe, como são as fezes e a urina, etc...). Além disso, é um stress muito grande toda a mudança de ambiente do(a) pequenino(a), com a retirada da mãe e dos irmãos para, ainda por cima, ir levar vacinas ou tomar comprimidos. Por isso mesmo, o melhor é que o(a) deixe acomodar-se à casa e a você(s) e depois marcar uma consulta.

Mas o que é necessário fazer no primeiro ano de vida???

Primeiro passo? A desparasitação.
Os nossos juniores podem (e devem) ser desparasitados internamente desde os 15 dias de vida.
Os parasitas intestinais são organismos que se alojam e vivem dentro de um animal hospedeiro (humano e/ou não-humano), roubando nutrientes que este ingere para se alimentar e reproduzir. Os mais comuns encontram-se no trato gastrointestinal, porém também podem encontrar-se no coração, olhos, células sanguíneas ou, até mesmo, atacar o sistema imunitário podendo causar doenças graves. São uma Zoonose, ou seja, podem ser transmitidos entre espécies diferentes. 
A sua origem pode ser parasitas externos (pulga, carraça, mosca ou mosquitos), água, comida, fezes, ou pode, mesmo, ser transmitido pela mãe (na gestação ou amamentação).
No caso da desparasitação externa, contra pulgas, carraças, piolhos, mosquitos, etc... esta depende do peso do bébé. É muito importante escolher o meio adequado à idade e fragilidade dele. NUNCA usar pipetas/comprimidos para adultos ou para outra espécie.
Importante reforçar que as desparasitações são administradas ao longo da vida toda do animal. No primeiro ano começa de 15 em 15 dias, depois é de mês a mês e, após os 6 meses, de acordo com a indicação que médico veterinário achar mais adequada ao seu animal e estilo de vida do mesmo.

Segundo passo? A Vacinação.

As vacinas são soluções líquidas injetadas debaixo da pele do animal de estimação que os protegem promovendo a produção de anticorpos contra um determinado vírus ou outro tipo de microrganismo.
O período ideal de primovacinação deverá ter início entre as seis (cães) e as nove semanas de idade (gatos) e manter-se até às 16 semanas, consistindo na administração dos reforços das vacinas essenciais a cada 3-4 semanas. Para o gato, as vacinas são contra a rinotraqueíte (herpesvírus felino 1), a panleucopénia (parvovírus felino) e calicivírus felino. Para o cão, as vacinas essenciais são contra a esgana (CDV), hepatite infeciosa canina (adenovírus CAV 1 E 2), parvovirose (parvovírus canino/CPV), parainfluenza canina, leptospiroses e a raiva (obrigatóra por lei em Portugal).
Todas estas doenças são potencialmente mortais. Mesmo quando tratadas não têm cura garantida e podem deixar repercussões para o resto da vida no animal.

Último passo -  a Castração ou esterilização.

A Castração ou esterilização trata-se de um processo cirúrgico no qual são retirados os órgãos reprodutores dos animais de estimação (testículos no caso dos machos e útero e ovários no caso das fêmeas) de modo a suprimir a produção de hormonas e impedir a sua reprodução, dando origem a ninhadas indesejadas. É normalmente opcional, sendo apenas obrigatório em raças potencialmente agressivas.
É considerada uma cirurgia de prevenção para algumas patologias comuns, como o tumor mamário, problemas de próstata ou infeções uterinas e, em alguns casos, também ajuda a erradicar comportamentos indesejados, causados por hormonas (agressividade ou marcação de território).

Podem ler mais questões comuns em:
https://buff.ly/2MJ0GvD
https://buff.ly/35sQTAC

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