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Processionária ou Lagarta do Pinheiro

Processionária ou Lagarta do Pinheiro

2019-02-19

A processionária ou lagarta do pinheiro são nomes vulgarmente dados a “thaumetophoea pityocampa”, lagarta que infesta, sobretudo, o pinheiro bravo.

Apesar do seu aspeto inofensivo, é devastadora para o pinheiro e para toda a floresta, causando graves problemas de saúde pública. Podendo ser muito perigosa para animais e homem. 

A intoxicação por contacto com a processionária tem, caráter sazonal, dependendo do clima da região, verificando-se uma maior percentagem de casos a partir de fevereiro e até à primavera.

Quando a lagarta se move os recetáculos abrem, libertando milhares de pelos que se dispersam no ambiente. Funcionam como finas agulhas, inoculando na pele e mucosas uma proteína tóxica, capaz de provocar a libertação massiva de histamina pelo tecido ou órgão afetado.

O homem, assim como cães, gatos, cavalos e outras espécies, desenvolvem um processo alérgico grave e exuberante, quando contactam com estes mesmos pelos. Não é, portanto, fundamental o contacto direto com a lagarta. Os pelos soltos no ambiente podem provocar o mesmo tipo de reação, não só pelo contacto com as superfícies onde se depositaram, como também por inalação dos que estão presentes no ar inspirado.
A principal via de contacto dos animais domésticos com a processionária é a cutânea, podendo também ser digestiva ou ocular.

No cão, a curiosidade natural leva-o a saborear aquele ser adocicado e diferente. Portanto a mucosa oral e a língua são as zonas anatómicas mais afetadas. No entanto os pelos leves e flutuantes podem também afetar a mucosa ocular e serem inalados, provocando sinais clínicos sistémicos, mais raros.

A migração em longas filas ondulantes aguça a curiosidade natural. Assim as crianças e os animais raramente sentem repulsa, apesar de ser um inseto, e sentem-se até impulsionadas a interagir com elas.
 

Os sinais clinicos são variáveis e têm caráter evolutivo:

  • Inchaço no focinho
  • Salivação excessiva;
  • Dificuldade em engolir;
  • Prurido intenso, sobretudo na face;
  • Urticária;
  • Vómitos;
  • Apatia;
  • Perda de apetite;
  • Dificuldade em mastigar;
  • Alterações oculares.


A língua é o órgão mais afetado, uma vez que é o que mais frequentemente entra em contacto direto com a lagarta, quando o cão explora o seu sabor e textura. Inicialmente aumenta de volume, torna-se azulada, surgindo, posteriormente, áreas de necrose (tecido morto), de cor amarelada ou preta. Podem desenvolver infeção dos lábios, língua e de toda a garganta, para além da perda de tecidos, nas zonas necróticas, entre 6 a 10 dias depois da exposição.


No caso de contacto com os olhos, estes podem ficar com uma tonalidade azulada (devido a edema), fobia à luz, prurido ocular, conjuntivite e úlcera da córnea.


Os sinais clínicos sistémicos são raros e incluem choque anafilático, tremores musculares, coma e morte.


O tratamento é unicamente sintomático, e quanto mais cedo for instituído melhor o prognóstico.

Portanto mantenha-se atento e se detetar algum destes sintomas, leve imediatamente o seu animal ao veterinário. Um tratamento precoce pode ditar a forma como a doença irá evoluir.