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Plano de Vacinação para Gato

 
Plano de Vacinação para Gato

Plano de Vacinação para Gato

2024-01-05

O que é uma vacina e como funciona?

As vacinas contêm organismos mortos ou vivos em pequena quantidade, que  desencadeiam uma resposta por parte do sistema imunitário a que chamamos de imunização. Na aquisição da imunidade, o animal produz anticorpos para neutralizar ou destruir os agentes infecciosos ou as toxinas. Contudo, para se atingir essa imunidade é necessário reunir uma série de requisitos – daí a importância do check-up antes da administração da vacina. A vacinação só deve ser realizada em animais saudáveis. A imunidade que a mãe transmite aos cachorros também interfere, podendo bloquear a capacidade do cachorro de produzir anticorpos. É este o motivo pelo qual há idades específicas para vacinar. 

Quando devem ser ministradas as vacinas?

Durante as primeiras semanas de vida os gatinhos estão protegidos contra doenças através dos anticorpos que receberam da mãe. No entanto, esta imunidade é limitada e por isso os gatinhos devem receber as primeiras vacinas a partir das 8 semanas de vida até às 12 semanas.
As vacinas recomendadas para primeira fase são as vacinas contra o vírus da panleucopenia felina (FPV), herpesvírus felino (FHV) e calicivírus felino (FCV). E assim o seu gatinho fica protegido contra doenças potencialmente fatais.

  • Panleucopenia felina

  • A panleucopenia felina geralmente é causada por um vírus com o mesmo nome. Esta doença apresenta grandes semelhanças com o vírus da parvovirose que atinge principalmente os cães.
  • A transmissão da panleucopenia ocorre maioritariamente pelo contacto com animais infetados. No entanto, o vírus ativo também pode estar presente em objetos e superfícies e assim infetar os gatos. Este vírus é bastante resistente e pode ser encontrado quer nas fezes de gatos doentes, quer nas de gatos já recuperados. 
  • A primeira vacinação deve acontecer a partir das 8 semanas de vida, visto que é uma doença mais comum entre os gatos jovens. Ainda assim, os gatos mais velhos não vacinados também adoecem. O intervalo para o reforço da vacina varia entre 1 e 3 anos.
  • Os sintomas desta doença incluem fadiga, perda de apetite, febre, recusa em comer e vómitos e surgem entre 3 e 9 dias após a infeção.
  • Complexo respiratório felino

  • A doença denominada complexo respiratório felino também conhecida como gripe dos gatos é de origem viral. Os vírus que causam esta doença são o herpevesvírus e o calcivírus e são altamente contagiosos e graves. Infelizmente esta doença pode evoluir para uma pneumonia e nalguns casos pode provocar a cegueira dos gatos. Sem tratamento a “gripe dos gatos” pode ser fatal.
  • Assim, a partir das 8/9 semanas os gatinhos devem ser vacinados. Fale com o seu veterinário sobre a periodicidade dos reforços desta vacina, pois os gatos que não saem à rua geralmente podem ter um intervalo maior do que os gatos que saem de casa.

                              plano vacinação gato

Os gatos que não saem de casa devem também ser vacinados?

Sim, os gatos que não saem de casa devem ser vacinados, nomeadamente com as chamadas vacinas para gatos core (de administração recomendada). No entanto, ao contrário dos gatos com acesso ao exterior, o prazo de revacinação poderá ser estendido até aos 3 anos de idade.
Os gatos que vivem em casa sem contacto com outros gatos têm uma baixa probabilidade de apanharem doenças. No entanto, podem apanhar algumas doenças mesmo sem contactarem com outros gatos, como por exemplo, a panleucopenia felina e o complexo respiratório felino. Assim, estas vacinas são tão importantes para os gatos que andam na rua como para os gatos de casa.
Em casos onde haja co-habitação com gatos infetados com o vírus da leucemia felina (FeLV), está também recomendada a vacinação dos demais gatos com a vacina para o FeLV.

Vacinas mais recomendadas para gatos

Além das referidas acima, existe outras vacinas cuja toma é recomendada.

  • Leucemia felina

  • Hoje em dia não existe cura para a leucemia felina. Esta doença causa o aparecimento de tumores e como altera a formação das células sanguíneas tem sintomas desagradáveis para os gatos. O vírus da leucemia felina, vulgarmente conhecido pelo acrónimo FeLV, é um vírus que afeta gatos domésticos em todo o mundo, sendo letal na maioria dos casos de doença progressiva, para a qual não existe cura. A vacinação contra o vírus FeLV constituí uma das principais medidas preventivas contra a leucemia felina. Os gatos com acesso ao exterior são considerados um grupo de risco.
  • A transmissão do vírus acontece por contacto direto e indireto com fluídos corporais contaminados. Assim, os gatos transmitem o vírus uns aos outros através de secreções nasais ou oculares, fezes, urina, saliva ou leite. Neste caso trata-se de transmissão por contacto direto. No entanto, se a infeção ocorrer por contacto com areias ou zonas de alimentação infetadas estamos perante uma transmissão indireta. 
  • O quadro clínico da leucemia felina pode variar muito. A evolução da doença depende da robustez do sistema imunitário, do tipo de vírus e da concentração deste a que o gato é exposto.
  • Sintomas durante a disseminação do vírus no sangue incluem:

    • Sintomas gerais, como por exemplo, apatia ou febre
    • Inflamação da cavidade oral – estomatite

  • Vacina da raiva

  • Infelizmente a raiva é uma doença extremamente grave que pode causar a morte dos gatos. Além disso, a raiva é uma zoonose, ou seja, é transmissível às pessoas e potencialmente fatal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 50 mil pessoas morrem de raiva anualmente, por isso é aconselhável vacinar o seu gato contra esta doença. Lembre-se também a maioria dos países exigem a vacinação da raiva para permitir a entrada de animais. Assim, se pretende sair do país com o seu pequeno felino este deve estar vacinado.
  • A primeira toma da vacina deve acontecer por volta das 12 semanas. Tal como se passa com a vacina da panleucopenia felina, a vacina da raiva também precisa de reforços periódicos. 

                                    gato no veterinário vacina 

Outras vacinas para gatos

  • Vacina para o FIV e FeLV

  • A vacina para o FIV (vírus da imunodeficiência felina) está disponível apenas nos Estados Unidos da América, conferindo proteção conta o FIV subtipo A. No entanto, nos países do sul da Europa, como é o caso de Portugal, o subtipo mais frequente é o B. Em contraste, existe vacina para o FeLV (vírus da leucemia felina) em Portugal.
  • A vacina para o FeLV é considerada uma vacina não-core (opcionais), devendo a sua administração ser justificada pelo risco de infeção, uma vez que, embora raramente, possa levar ao desenvolvimento de tumores no local da injeção. Importa salientar, que antes da administração desta vacina, é necessário despistar a infeção por FeLV, por forma a garantir que o gato não está infetado.
  • Peritonite infeciosa felina (PIF)

  • A peritonite infeciosa felina é desencadeada pelo coronavírus felino que causa uma inflamação no peritoneu, ou seja, a membrana que cobre a parede abdominal. No entanto, nalguns casos este vírus causa uma inflamação da pleura.
  • A transmissão desta doença de gato para gato é muito rara. Além disso, em gatos saudáveis o coronavírus raramente evolui para o vírus que causa a PIF, uma doença fatal.
  • Clamídia felina (clamidiose felina)

  • A clamidiose é uma doença especialmente problemática se tiver gatinhos ou vários gatos em casa. Esta doença afeta, principalmente, os olhos dos gatos e por isso o sintoma mais comum é a conjuntivite, unilateral ou bilateral. A clamidiose também pode ser transmitida às pessoas. Assim, se tiver vários gatos em casa é aconselhável vaciná-los a partir de 8ª semana de vida.
  •                                gato no veterinário

Passaporte de Animal de Companhia

É importante ter a vacinas do seu patudo em dia, especialmente se prevê viajar com ele. Para circular dentro da UE, o seu animal de estimação tem que ter o Passaporte de Animal de Companhia (PAC) que só poderá ser emitido se o patudo tiver microchip e estiver vacinado. Saiba mais sobre o PAC aqui. - https://www.animalcare.pt/blog/geral/passaporte-de-animal-de-companhia 

Novos Boletins Sanitários para Cães e Gatos

O novo Boletim Sanitário de Cães e Gatos não substitui o Passaporte de Animal de Companhia.
O Passaporte de Animal de Companhia é o documento de identificação de animais de companhia, emitido pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária, necessário para a circulação dos cães, gatos e furões fora de Portugal.
O Boletim Sanitário de Cães e Gatos é o documento de registo do histórico sanitário destes animais em território nacional. 
Os atos médico-veterinários inscritos no Boletim Sanitário de Cães e Gatos só se consideram válidos após a aposição da vinheta médico-veterinária. 

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